Arquivo de abril, 2011

Seria muito engraçado, não fosse pela revelação do enorme inconsciente coletivo ainda existente em nosso planeta:

Por incrível que pareça, a maioria dos brasileiros entrevistados num programa de televisão aprovou uma série de empreendimentos imobiliários “de alto luxo” que ocupariam cartões postais do nosso Brasil. Já faz algum tempo, mas é algo que merece ser lembrado, sempre.
Nas areias das praias de Boa Viagem em Recife, ou de Copacabana no Rio de Janeiro, ou de Pitangueiras no Guarujá, ou no meio da Lagoa da Conceição em Florianópolis, ou no Lago Paranoá em Brasília – Distrito Federal, grande parte das pessoas ignorou o prejuízo irreparável que o sonho de consumo imobiliário de uns poucos causaria ou causa ao direito e sonho de bem-estar de toda uma coletividade.

“Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”: A velha “Lei de Gerson”, antiga propaganda para consumo de cigarros.
Na pegadinha educativa de iniciativa do Instituto Akatu, em parceria com o programa “Fantástico” da Rede Globo, a apresentadora diz: “uma chance de mudar de vida”, por intermédio de uma construtora “ousada”. Haja ousadia!

Para uma minoria, a vida até poderia mudar para melhor, no curto prazo. Para uma esmagadora maioria, seria mudar de vida para pior no curto e médio prazos. E para todos, incluindo os “felizes e orgulhosos” compradores dos prédios construídos nas areias de nossas praias e no meio de nossas lagoas, a vida certamente iria mudar para muito pior no longo prazo, inexoravelmente.
Felizmente ainda existem pessoas e instituições dispostas a cultivar o consciente coletivo, bem como existem os remédios constitucionais contra governos, autoridades e pessoas ou empresas dispostas a ignorarem os direitos coletivos e difusos.

Além disso, ainda que ocasionalmente possamos agir com pouco ou nenhum discernimento, a humanidade e cada pessoa, todos nós, somos capazes de recobrar e desenvolver a consciência, agindo com solidariedade, empatia e praticando ações humanitárias. A predisposição para conviver e viver coletivamente está impressa em nossas almas.
Não se trata simplesmente de preservar o meio ambiente e fomentar a sustentabilidade ambiental – o que já seria muito, mas de preservar os princípios sociais e de direito que permitem a vida em coletividade. Do contrário, não tardaria e todos nós estaríamos em uma guerra autodestrutiva.

Assista ao vídeo:

Veja mais sobre consumo e consciência coletiva:

A sustentabilidade é incompatível com o supérfluo

A revista Correio Filatélico – COFI (Ano XXXIII, nº 219, outubro a dezembro de 2010) publicou como sua matéria principal a emissão de quatro selos sobre estes animais da ordem Chiroptera, os quais são encontrados em todo o mundo, exceto nas regiões polares.

Existem morcegos cujos pesos variam entre 3g e 1,5kg. Suas dietas são bastante variadas, incluindo vegetais, animais e o sangue, no caso das poucas espécies de morcegos hematófagos existentes.

O artigo menciona a existência de mitos, lendas e crendices ligando os morcegos ao mal, criando um ambiente de horror, mistério e medo quanto à sua presença. Por isso, houve caça e destruição indiscriminada de morcegos. Mas é exatamente o oposto o que se pretende mostrar. Além disso, este não é o único mito prejudicial aos animais e ao meio ambiente. Citamos o exemplo dos tubarões, muitas vezes perseguidos e caçados por serem considerados “inimigos” dos seres humanos.

Os morcegos são úteis à agricultura, por combaterem as pragas, pois sabe-se que 70% das espécies de morcegos se alimentam de insetos. Já os morcegos frugívoros ajudam a dispersar as sementes de vegetais que irão garantir a preservação de inúmeras espécies. Sem falar que estes animais são um elo indispensável na cadeia alimentar: sem eles, todas as outras espécies correrão sérios riscos. Além disso, os morcegos são muito úteis às pesquisas médicas, cujos resultados beneficiarão a espécie humana.

Enfim, os morcegos são essenciais ao equilíbrio ambiental!

Mas as atividades humanas e a destruição do meio ambiente ameaçam os morcegos e todos nós: o desmatamento com o avanço das fronteiras agrícolas reduzem ou eliminam o abrigo e alimento dos morcegos e a exploração de minérios destrói seus abrigos, incluindo as cavernas.

É um alerta para refletirmos sobre como e com que intensidade exploramos os recursos naturais.

E é por tudo isso que não só o Brasil, mas também outros países emitiram selos sobre morcegos, dentro de uma política com o objetivo de esclarecer a importância dessas espécies animais e contribuir para a conservação dos recursos naturais. E, conseqüentemente, ajudar a preservar o meio ambiente.

Parabéns aos Correios, aos artistas plásticos e aos filatelistas, todos unidos à causa da preservação ambiental!

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